Os grupos do Parlamento Europeu estão a tentar chegar a um acordo mínimo sobre a reforma do Regulamento de Divulgação de Finanças Sustentáveis, conhecido como SFDR 2.0. Um dos pontos que mais fricção gera é a rotulagem dos produtos: as fronteiras destes rótulos e se devem ser endurecidos os critérios mínimos para evitar o greenwashing. No âmbito deste debate, o Conselho Europeu propôs substituir as atuais categorias de transparência dos artigos 8 e 9 do SFDR por três categorias de produto mais claras: “Sustentável”, “Transição” e “ESG Básico”. Em cada caso, pelo menos 70 % da carteira deverá estar alinhada com a estratégia escolhida.
O Conselho adotou a sua posição em junho, enquanto as negociações no Parlamento Europeu continuam em curso. Só depois começará o diálogo tripartido para acordar as normas definitivas.
Ruben Feldman, responsável por Sustentabilidade e Desenvolvimento na ZKB/Swisscanto considera positiva a prevista introdução das categorias de produto “Sustentável”, “Transição” e “ESG Básico. " Os artigos 8 e 9 têm funcionado em muitas ocasiões como uma espécie de rótulo, mas este sistema é mais claro e definido do ponto de vista dos critérios aplicáveis", aponta.
Quanto ao estabelecimento de um limiar mínimo uniforme de 70 % para todas as categorias, vinculado a abordagens concretas de sustentabilidade ou transição, o especialista diz: " Cria uma base comum mais ampla e facilita tanto o design dos produtos como a comparabilidade entre as diferentes estratégias".