A afiliação à Segurança Social registou em setembro o maior aumento para este mês, com 92.327 ocupados a mais em relação a agosto, graças ao aumento do emprego estrangeiro derivado do processo de regularização extraordinário e ao início do ano letivo, informa a agência EFE.
Segundo os dados do Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações, o avanço de setembro deixou o total de afiliados em 22,43 milhões, dos quais 3,6 milhões são trabalhadores estrangeiros, 84.220 a mais do que em agosto.
Em relação ao desemprego, o Ministério do Trabalho informou que o número de desempregados aumentou em 23.587 pessoas em setembro, até 2,37 milhões.
A vice-presidente segunda e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, atribuiu as melhorias no emprego ao efeito da regularização extraordinária que permitiu que «centenas de milhares de vizinhos que viviam e trabalhavam em Espanha agora se registam tanto na Segurança Social como no desemprego».
Em termos interanuais, a afiliação somou 739.888 trabalhadores afiliados no último ano (a um ritmo de 3,41 %), enquanto o desemprego diminuiu em 42.160 pessoas (1,74 % menos).
«O comportamento da afiliação de estrangeiros é especialmente dinâmico», sublinha a Segurança Social numa nota onde detalha que, a 30 de setembro, o número de afiliados estrangeiros regularizados em alta pelo processo extraordinário ascendia a 421.306, 83.389 a mais do que no último dia do mês de agosto.
Por países de origem, o que conta com mais afiliados em alta provenientes do processo de regularização é a Colômbia (118.485), seguida da Venezuela (71.999). Estes dois países concentram quase metade do total a fechar setembro.