A nova métrica dos intangíveis: uma questão de saber converter os dados em inteligência útil, não de mais indicadores

Um dos grandes desafios da gestão de intangíveis é passar de medir sua evolução a demonstrar sua contribuição e utilizar essa evidência para tomar melhores decisões. A Corporate Excellence – Centre for Reputation Leadership reuniu em Madrid 30 especialistas e 200 profissionais para falar sobre o tema.
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(Walls.io.Unsplash)
Atividade Corporativa

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O desafio na medição dos intangíveis já não consiste em dispor de mais indicadores, mas em identificar aqueles capazes de converter os dados em inteligência útil que permitam incorporá-los à tomada de decisões, segundo concluiu a VII edição do Congresso de Inovação e Métricas de Intangíveis organizado pela Corporate Excellence – Centre for Reputation Leadership na semana passada.

Além de mostrar casos empresariais sobre como a medição dos intangíveis se transfere já para a gestão corporativa, a jornada também serviu para apresentar novos marcos e metodologias para avançar em um dos grandes desafios da gestão de intangíveis: passar de medir sua evolução a demonstrar sua contribuição e utilizar essa evidência para tomar melhores decisões.

Johna Burke, Global Managing Director & CEO da AMEC (International Association for Measurement and Evaluation of Communication), organização internacional de referência em medição e avaliação da comunicação, apresentou os últimos avanços internacionais neste âmbito, aprofundando-se na evolução para modelos capazes de conectar o desempenho da comunicação com os objetivos e resultados das organizações.

Por sua vez, a Corporate Excellence e a Cirentis apresentaram Corporate Mix Modelling, uma nova metodologia orientada a medir e demonstrar a contribuição da função de assuntos corporativos ao negócio. O modelo busca aportar novas evidências sobre a contribuição de Corporate Affairs ao negócio e reforçar a capacidade da função para orientar a tomada de decisões.

Por último, a Corporate Excellence aproveitou o marco do encontro para lançar um novo manifesto sobre reputação, métricas e inteligência artificial que estabelece cinco ideias para entender e gerir a reputação na era algorítmica. O manifesto parte de uma distinção fundamental: a representação algorítmica de uma organização não é sua reputação. A reputação continua a construir-se na mente dos grupos de interesse a partir de suas experiências, expectativas, informação, percepções e atitudes, enquanto a IA incorpora uma nova camada de intermediação capaz de influenciar esse processo.

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Redacção Conselheiros
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